quarta-feira, 12 de maio de 2010

Carência



Aprendi a amar meus defeitos deixando eles fluirem como as palavras que saem da minha boca,
deixei quem queria fugir de mim levando embora o que pensei ser sonho, depois reconheçi que era vento que sopra; nos áres vou seguindo me encorajando fingir ser poeta, pra botar pra fora o que há dentro que me consume, que perpetua no ser ézalando o cheiro da rosa mais bonita, com a qual me espetou com o espinho mais forte, furando o meu dedo, deixando cair sobre o chão de neve o sangue. Meus defeitos fluiram colorindo o ar, espalhando vida por ai...
a música tocando, e um velho sentado ao meu lado com o tabuleiro de damas, a me olhar como se me convidasse a dar inicio a mais uma partida, o sonho de acabar a solidão !
vou me encorajando, soprando pra fora de mim os áres que destruidos simbolizam a ausência do que não veio, descrevendo assim como carência... a carência do poeta inventado...
joguei dama com o vovó bom de papo, melhor do que os amigos do colégio, joven idoso a quem te falo .

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